23 de junho de 2015

Sobre ser adulto...

Quem me conhece sabe que classifico minha vida em duas etapas: antes e depois da minha primeira internação. Antes era aquela menina que aceitava tudo, no entanto que queria algo para aquele momento – não que tenha mudado muito este quesito, - mas aprendi a esperar, ter mais paciência, enfim amadureci. Acredito que antes era, realmente uma menina, e do nada me transformei em uma mulher forte.
Sai do hospital com muitos medos, porém acima de tudo sabendo enfrentá-los. Sabendo que por mais que possa doer, as coisas vão passar... Por mais dolorido que possa parecer, uma hora vira aprendizado. Foi isso que aprendi naquela pior semana da minha vida. Porque resumo os primeiros 45 dias em uma semana, a pior.
Enfim. Sempre digo que esta fase é um divisor de águas em minha vida. E, ela é. Mas, agora vejo que existem outros divisores. E parece que estou no meio de um. E essa mudança toda está me deixando confusa.
Naquela época eu sabia que estava de mudança. Aliás, meu corpo havia passado por transformações. Havia perdido cabelo. Havia sofrido transformação no peso. Minha vida estava de cabeça para baixo. Não tinha muita escolha, para ser sincera.
Mudei. Acredito que para melhor. Fiquei mais confiante, mesmo cheia de incertezas. Comecei a dirigir, por mais que nunca aprendi fazer baliza. ME JULGUEM. Hahahah! Não fiquei mais com medo de escuro. Aprendi a me virar sozinha. Aprendi a sair a noite. Aprendi a ir em baladas. Aprendi a ser independente e a virar quase amiga de flanelinhas, salva exceção de quando um deles levou minha bolsa! ¬¬
Enfim, a gente muda e cresce! E a vida exige isso da gente! Faz bem. Faz bem para currículo. Pra pele. Pro bolso. Pra cabeça. Pra vida. Mas tem uma hora que tudo isso fica estranho. Aí do nada você se vê mudando de novo. E concordo que a vida é uma constante. Mas, acho que depois dos 25 mudei, não radicalmente, mas mudei muito novamente.
Então agora tem a Aryana antes da internação, depois da internação e depois dos 25.  Quando fiquei “adultinha”, depois da internação tinha 20 anos. Foram 20 anos brincando de ser adolescente. Agora acho que, finalmente, fiquei adulta.
E ser adulta pesa. Pesa porque você precisa ter decisões por si. Não adianta correr pra mãe, amigos, psicólogo. É você. Só você. Eles são apenas suporte. Mas quem dá a palavra final e quem sofre a consequência é você.
A gente não pede pra crescer. Ou a gente até pede quando é criança, porque acha divertido. Mas, nem sabemos que divertido mesmo é brincar de casinha, carrinho, assistir TV até tarde embaixo das cobertas, estudar para prova de matemática que o conteúdo é adição e subtração... Isso sim é divertido!

Do mais, ser adulto dá tanto trabalho...!

19 de fevereiro de 2015

Fases da lua...

Não encontrei no vocabulário uma definição certa para como eu fico antes do meu aniversário, aliás, eu sou assim com qualquer data que me marque muito. Sou totalmente data, toque e cheiro. Sou sensível demais para deixar fatos importantes passarem. Sou intensa demais para deixar fatos marcantes passarem por mim e eu não aproveitar... Mas, confesso que algumas vezes é meio complicado! Calma, que explico!!!
Dia desses escrevi no meu status do Whats o seguinte: Contemplando a vida... CARA! Tão eu essa frase! E olha que vi em uma página de zoeira da Internet. Mas contemplar a vida tem suas vantagens, e como!
Ando vendo mais paisagens bonitas, mais sorrisos encantadores, mais olhares marcantes, juro pra você! Mas para isso é preciso desapegar de outras coisas e dói, e essa dor que é complicada... Nessa mesma época eu publiquei uma música na qual estou meio “viciadinha” que chama: Let Her Go! Exatamente! Deixa ir, fica livre, tem horas que a liberdade é bom, é bom sentir uma dor, é porque você se sente mais uma vez preparado para a vida!  
Sobre esse medo que é esse texto! Tenho fases! Sou feito a lua, por isso não sei mais se sou bipolar, a lua não possui só duas fases, ela tem mais e consegue ser feliz em todas elas, mesmo algumas vezes sendo tão pequena tem gente que a ama daquela forma. Acho que sou desse jeito!
Há mais ou menos um mês estava contemplando a vida sem me permitir, estava falando para todo mundo que estava na minha fase “eu”, e meus amigos até me zoavam. Mas, precisava daquele momento. Hoje já me permito mais. Tô até compartilhando sorrisos, por que não? Tem uns tão lindos por aí...
Mas, hoje, especialmente hoje, acho que estou na naquela fase que a lua se esconde, que ela não quer mostrar seu brilho de jeito nenhum, por mais que todos saibam que ele existe. Talvez porque algumas respostam machucam, outras eu não queria ouvir...

A vida é meio complicada, a gente procura, procura, procura... E quando acha, a gente se perde!!! Talvez eu só precise continuar contemplando a vida sem me preocupar com prazos, talvez eu precise parar de buscar tantas respostas, talvez eu precise parar de me apegar a datas, talvez eu pare de fazer tantos planos, não sei ainda... Afinal a única certeza que eu tenho é que a lua vai voltar a ser cheia uma hora!!!

13 de dezembro de 2014

Sobre o medo...

Um dia recebi o diagnóstico que estava com um coágulo no coração, algo relacionado a válvula que estava escrito no diagnóstico, ou seja, meu coração estava maior do que deveria estar. Tinha uma senhora que trabalhava no hospital que costumava dizer o seguinte: seu coração cresceu por excesso de amor!   Não existe mentira nesta afirmação, tendo em vista que - sempre amei demais! E não digo relação homem/mulher e sim, o amor e, suas infinitas definições!  Amo a magia de amar, por mais ingrata que ela seja, na maioria das vezes.
Mas esse texto é voltado ao amor mais louco e irracional que possa existir, esse mesmo que costumamos perder toda e qualquer noção existente em nosso cérebro. Engraçado, porque escrevo enquanto escuto enlouquecidamente a música “When I Was Your Man”, do Bruno Mars, não me perguntem o porquê, mas a cena é essa.

Hoje quero falar de anatomia!  Sempre pensei que estudar anatomia era a coisa mais fácil de se fazer, até confundir as válvulas do coração na hora do "troca". Para quem não sabe, experimenta ficar em uma prova e testar seus conhecimentos, viajar na maionese, pensar na manhã anterior, na prova que tem daqui a pouco, na nota ferrada que recebeu, em tudo que precisa estudar, que precisa trabalhar, que vai se ferrar nessa prova também, prestar atenção no coleguinha, procurar a estrutura apontada, achar a mesma, buscar no cérebro a informação, pensar em que vai escrever e aí sim, escrever na folha, tudo isso em um minuto!  Precisa de muito talento, por mais que eu tenha e, eu tenho (desculpa a humildade) não é fácil!
Citei a prova de anatomia porque é uma comparação fácil para ter base da minha vida amorosa. Vi meu coração pelo ecocardiograma, e ele estava lindo! Tudo em seu devido lugar! Uma semana depois ele estava fora de ordem, batendo descontroladamente, gigante e querendo sair de pela boca, quase que literalmente.
Essa sou eu! Uma monta-russa de emoções.  Quem não conhece, não vai entender metade do texto, quem conhece já sacou metade dele! E por ai vai...
Lutei muito para expor esse tema aqui no blog, mas não tem momento certo para “chutar” o balde, né?! Comecei a namorar muito nova, algumas vezes achei que foi um erro, outras tive a certeza que foi uma das escolhas mais sensatas que tive na vida. Até hoje não tive certeza ainda. Só sei que aprendi muito. Errei também.
Quando acabou o namoro a única coisa que tinha certeza era que queria e precisava viver a vida. Foi aí que tudo começou. E se você achava que o texto tinha começado, era ilusão. Ele começa agora!
Descobri um mundo de oportunidades aqui do lado de fora. Descobri que podia sair e me divertir sem precisar me preocupar em dar satisfação para ninguém mais, além da minha mãe, que podia sair e conversar com qualquer pessoa sem medo de ser repreendida, afinal eu sou uma comunicóloga e, é para isso que vim ao mundo, para me comunicar com todos. Aprendi que se eu quero ir para o norte eu posso ir para o norte sim, independente de vontade alheia, e isso é fascinante.
Aprendi a sair sozinha pela madrugada, aprendi estacionar sozinha e não ter medo do escuro, aprendi fazer amizade com os flanelinhas por mais que um deles já tenha me sacaneado, aprendi a fazer amizade com os garçons e eles são ótimas companhias, aprendi tantas coisas nessas noitadas que não dão para listar, mas o mais importante é que eu aprendi a me virar sozinha. Aprendi que quando eu não tenho bolso, eu me viro no gancho da chave mesmo, e por ai vai.
Depois de um tempo a gente vê que é só questão de adaptação, todo ser humano se adapta a tudo. Mas, eu também aprendi que a gente se ilude em uma noite, a gente ilude em uma noite. A gente se “apaixona” em um olhar, a gente deixa alguém “apaixonado” com um olhar. É engraçado...
Dia desses eu estava conversando com minha mãe e minha madrinha sobre relacionamentos e etc. Elas sempre me cobram o por que eu não namorar novamente, estou solteira há quatro anos. Eu disse porque eu não quero. Não tem resposta mais simples.
Neste tempo eu já tentei me apaixonar, já quase consegui uma vez. Diria que cheguei bem perto. Fiquei bem balançada, mas o medo não deixou eu continuar. Teve outra vez que quase tive um relacionamento. Aliás, desses quatro anos só teve uma vez que quase me apaixonei e outra que quase assumi um relacionamento. Das outras vezes eu só tinha aquele gostinho de dizer que “gostava de fulano”. Aquelas paixonites rápidas.
O problema do ser humano é que a gente se apaga no gostar. A gente não gosta da pessoa em si, e sim no gostar de gostar, entendeu? A maldita carência, o medo de ficar sozinho e etc. De todas as vezes eu dizia para as minhas amigas que estava gostando de fulano, mas logo passava. Deve ser bloqueio, medo, insegurança, sei lá, chamem do que quiserem. O problema realmente é comigo. Confesso que já fui cretina – não sei se essa é a palavra certa, mas já iludi alguns meninos, mas não tive culpa. Aliás, a gente não tem culpa por não se apaixonar pela outra pessoa, seria fácil mandar no coração: se apaixona agora, coração! Vai, meu filho, ama fulano e seremos felizes! MERA ILUSÃO!
O lance é o seguinte: conversando com elas (madrinha e mamis) falei a verdade. E a verdade é dolorida. Não sei se tenho tempo, coragem, paciência e jeito para ter alguém ao meu lado. Disse à elas que não quero ninguém. (Mesmo negando as evidências e disfarçando as aparências que no fundo todos nós queremos alguém).

Mas, meu coração já foi tão machucado anatomicamente quanto fisicamente que ele tem medo, meu cérebro é esperto também. Eles andam se comunicando e, muitas vezes, não se entendem, mas tentam! E sempre chegam a conclusão que é melhor continuar assim, sem ninguém pra colocar nessa enrascada, afinal a história toda é tão longa, precisaria de tanto tempo para contar e colocar tudo em ordem... 

27 de outubro de 2014

Parece piada...



De junho até agora não quis me manifestar sobre a vida. Talvez porque eu não estava preparada para colocar na balança sobre tudo o que vem acontecendo, ou o que pode acontecer. Digo em junho, porque foi no mês que recebi uma notícia muito pesada sobre tudo.
Parece piada quando recebemos um diagnóstico ruim do nosso médico. Parece piada você não conseguir conciliar a vida com isso. É uma piada de mau gosto, sem rima ou sem nenhum nexo. É como você querer encaixar um personagem no papel que não é dele.
Aquele personagem que estava diante dele não era eu. Sou cheia de sonhos (mesmo alguns sendo praticamente impossíveis), sou cheia de vida - por mais que muitas vezes a própria vida tenta me sabotar. Não era eu! Simples assim, e não é negação de paciente teimoso, é um fato comprovado.
Não é que eu não queira aceitar, mas a dor é de um tamanho que matemática nenhuma explicaria. É como você querer voar e alguém prender suas asas. Aliás, acredito que essa é a melhor definição de tudo: o podar de suas asas.
Eu quero viver! Esse é meu melhor lema. Dia desses eu senti vontade de sair gritando, fui lá e fiz. Ontem era 10 da noite e deu vontade de fazer bolo, mesmo eu não sendo boa nisso, me arrisquei. Não é que eu queira viver 60 anos em 5, não é isso, mas tenho uma necessidade incrível de viver tudo.
O que me parece é que o tempo está correndo muito, e eu preciso acompanhar. Não por capricho ou mimos. É por uma única necessidade: a de viver!
Um dia eu ouvi que quando você recebe o diagnóstico de doença autoimune é uma auto sabotagem, e não é isso. Já parou para pensar em quantas pessoas lutam e conseguem viver? Penso que não ficam presas a diagnóstico, deve ser esse o segredo.
Quando tinha 18 anos achei que tivesse lúpus, mas não foi confirmado. Juro! Achei que ia morrer, achei que perderia toda minha juventude em um hospital sem poder ver a luz do sol. Quanta ingenuidade! O ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar a tudo nesse mundo, até mesmo com a dor, acredite!
Ando querendo um pouco de tudo, quem sabe assim eu junto tudo e virá algo legal. Sou presa a datas, e tô querendo quebrar essa "regra". Estou tratando seriamente na terapia. Dia 31 de maio, por exemplo, eu tinha um medo, um pavor terrível dessa data, mas o medo, a angústia, o sofrimento, foi apenas em 2010. Passou! Esse ano me diverti horrores neste dia, conheci pessoas e o mais importante - fui feliz.
Parece clichê, e eu até gosto de alguns, confesso! Mas preciso me permitir! Não sei ao certo se minha ficha caiu, porque justo eu que sempre tive a "cabeça boa", agora tenho que controlar a mesma. Estranho, não? E odeio a sensação que as pessoas não iriam entender, ou sentir dó. Aliás, odeio que sintam dó de mim, porque não vejo necessidade alguma nisso!
Tenho medo, muito medo, por sinal. Sou a pessoa mais medrosa desse mundo. Mas, o meu maior medo tornou-se esquecer de tudo e todos. Sei que isso vai acontecer, e tudo o que eu já planejei pode ir para água baixo. Mas, não tem problema, enquanto eu ainda tiver consciência de tudo, vou levando.
Talvez eu não tenha entendido tamanha gravidade. Ou talvez eu tenha e não queira mesmo pensar nisso. Talvez eu possa escrever mais textos. Talvez eu deixe o blog de lado. Talvez eu cometa loucuras insanas. Talvez eu me comporte como uma mocinha obediente. Talvez eu me cale. O que eu tenho certeza é que neste momento estou com uma sede lascada de viver tudo o que puder.
Até porque se caso eu não tenha lembranças, terei fotos para contar histórias! Por isso hoje eu excluí históricos de diversas mídias sociais, a partir de agora não quero nada que me atrase - acredite, isso não é uma citação de CFA ou Clarice Lispector - é um novo rumo que resolvi seguir.

A partir de agora só fica o que, quem, for para me fazer feliz, do resto não vou lembrar mesmo! ;)

13 de janeiro de 2014

Parece que o ano vai começar

Uma vez ouvi dizer que a gente precisa de um tempo para se estabilizar depois de um abalo emocional, mas o que não sabemos é que nunca entendemos o significado desta frase até passarmos por ele. Depois de 2010 tinha medo de precisar lembrar de todo o sofrimento e transtorno de hospital, e mais ainda, medo da palavra UTI. Mas, o destino é sacana quanto mais fugimos, mais ele empurra as armadilhas para nosso caminho.
Sempre me classifiquei como antes e pós o lúpus, até por que a doença não é segredo para ninguém, no entanto eu sempre tive medo dela – por mais que eu nunca o demonstrasse.  A questão é: tudo o que mais tinha pavor, tudo o que eu não queria que acontecesse, aconteceu – e eu não pude fazer nada para evitar!
Não consegui fugir para lugar nenhum porque mal lembrava meu próprio nome, não consegui sair correndo porque não conseguia fazer meu cérebro processar meus comandos, sentia tanta dor que não lembrava do meu plano de conquistar o mundo. Em segundos tudo o que eu acreditava se desfez, novamente, entre meus dedos, e, não pude fazer nada.
É como em um filme; eu vivo e revivo praticamente a mesma história, o pior é ser a personagem principal. Lá fui aprender tudo de novo. Precisei aprender a falar, a identificar as pessoas, a segurar as coisas sem derrubar, a me equilibrar, entre outras coisas que aprendi quando era criança e minha mãe segurava em minha mão – eu com 23 anos ela precisou fazer as mesmas coisas. Sem contar com o pavor que me dava de pessoas que minha cabeça teimava em não reconhecer!
Foi horrível. Eu precisei me adaptar novamente a situação. Teve dias que não levantei da cama, outros só dormia, e assim já se foram quase três meses de tratamento. A pulso está judiando do meu organismo, meu fígado não está bom. Mas, a doença está estabilizando, graças a Deus.
Aprendi, ou melhor, reaprendi a ter mais paciência com as coisas, e por mais que eu não consiga, por enquanto, ficar em lugar onde tem muitas pessoas, as coisas estão se ajeitando. Estou sem ver meus amigos ( se você é meu amigo chegou até aqui) há um tempo, e quero não recuperar o tempo perdido, mas quero aproveitar o que teremos.
Minha madrinha vive mandando eu aproveitar a vida intensamente, ela tem razão! Por que você nunca sabe quando pode parar o carro em sinal e esquecer onde esta, não é mesmo?
Sabe os alpinistas? Eles costumam tirar fotos no alto da montanha, quando chegam em seu objetivo e todos os invejam por isso, mas ninguém imagina o quão difícil foi a trajetória, quais as dificuldades que teve no caminho e quantas vezes eles pensaram em desistir. A vida da gente é assim, se não tivermos um foco é fácil tropeçar, cair e ficar no obstáculo – o problema maior é que podemos estar bem próximo do topo, pense nisso – juro que andei pensando!!!

Ahhhh...
Feliz ano novo!!! :D  

18 de junho de 2013

Só mais um desabafo! ;x

É porque bate um medo, um desespero, toda vez que estou prestes a encarar algum desafio. Sou a pessoa mais cagona que eu conheço, tenho medo de tudo, do novo, do velho, do arriscar... Tudo! Pronto, confessei! Não sei lidar com imprevistos, muito menos, quando isso é diretamente ligado a minha pessoa. Sou insegura, por mais que soe como piada para algumas pessoas. Tenho uns medos que se revelarem as pessoas provavelmente nunca mais me olhariam com respeito.
Tenho tanta sede de vida que chego a ter medo disso... Talvez pelo fato de querer aproveitar tudo, de pensar que não tenho muito tempo, sei lá, sou neurótica também.



Sabe aquela dor de estômago? Mas, é uma dor diferente... Esta sendo diferente! Tô mais de 24 horas sem dormir... Chamem isso de ansiedade, nervosismo, do que quiserem... Mas, pra mim é medo e fim!
É difícil fechar os olhos e não saber para quê exatamente! Vou mais tarde passar por um procedimento que pode gerar outro, e eu não sei o que pensar! Todos que me conhecem me chamam de guerreira, de forte e etc., eu sou, mas não em determinados momentos. Agora só apenas uma mulher frágil, que precisa de abraços apertados e pessoas torcendo.
Estou com medo do que possa vir a acontecer, do que está escrito no meu destino, essas coisas... Queria fugir ou ficar no colo da minha mãe sem me preocupar com nada... Sei lá, fugir para as montanhas, talvez!
Só não queria precisar passar por tudo isso, de novo! Estou agoniada e com medo, vou repetir quantas vezes forem necessárias! Eu confio em todos os profissionais pelos quais depositei minha vida, mas ainda sinto o aperto!
Espero que dê tudo certo comigo! Se não der, que seja feito o melhor... Dizem que não se pode escolher tudo, eu só escolho viver, e aguento as consequências disso!
Existem momentos em nossa vida que cansamos de sermos fortes, e, acabamos mostrando nosso lado frágil. Acho que devo estar neste, definitivamente estou com medo do que possa acontecer com esse fígado, que anda me dando um trabalho e tanto!
Mas, que venha o que tiver que vir! Nos vemos no meu próximo post então!

Boa sorte pra mim!!!

27 de maio de 2013

Essas datas

Uma vez me disseram que aniversário só se faz uma vez ao ano. Eu não acredito nisso. Porque não podemos comemorar todos os dias a nossa vida? Sei lá, eu gosto, um pouco, de contrariar toda a lógica e ir contra a razão, isso faz parte o meu instinto.
Um dia eu acordei e me disseram que era meu segundo aniversário, para eu guardar bem a data, porque naquele dia eu tinha nascido novamente. No momento não entendi, mas depois tudo começou a fazer sentido.
Consegui compreender que quando você vai embora sem dizer adeus, precisa voltar. Precisa voltar para aquele abraço que não foi dado, para aquela frase que não foi dita, para aquele beijo que não foi roubado, pra aquela festa que não ficou até o final,  precisa voltar... Definitivamente eu precisei voltar para aquele suspiro, diga-se de passagem, o mais difícil até hoje em minha vida.

Lembro como se fosse o hoje... O dia era chato e eu me sentia em um dos filmes da série:  Esqueceram de Mim. Ninguém foi me ver naquele quarto, ninguém conseguiu arrancar um sorriso, além de lágrimas aquele dia...
Engraçado com é o destino, eu não recebi nenhuma visita durante o dia... Só a noite! E foi mais a noite que eu pude sentir a presença das pessoas mais importantes para mim, do lado de fora, mas estavam lá.
No dia 27 de maio de 2010... Essa minha mania idiota de gravar datas, é o meu segundo aniversário... Talvez nasci novamente às 22:50, quando abri meus olhos e pude entender que não era a hora de ir embora, que eu precisava fazer mais coisas boas aqui, realizar novos projetos e, encher o saco de mais pessoas...
Hoje, quem me conhece sabe que não é um dia legal... São muitas lembranças que me vem à cabeça... Ainda mais por estar em uma fase da minha vida um tanto quanto complicada! Eu sempre digo que tenho um plano, neste momento eu não sei ainda qual é, mas eu sei que vai dar tudo certo.

Sei que são fases que eu tenho que passar, nunca entendi e quem sabe um dia eu entenda o porque de tudo isso, no momento é complicado, difícil e quase impossível entrar na minha cabeça o fato de eu não ser absolutamente normal, mas de uma coisa eu sei – tenho muitos suspiros para dar ainda! Então lá vamos nós! Parabéns pra mim :))

9 de abril de 2013

Pois é...


Ninguém iria entender aquele desespero que estava tomando conta de mim. Por mais que eu tentasse explicar toda aquela confusão de sentimentos que estava dentro do meu coração, não iria conseguir um misto de medo, desespero, aperto, ansiedade, e todas aquelas coisas que não se definem em junção de sílabas. Era o filme passando em minha mente, mas com uma única diferença, eu prevendo o futuro!
Não quis, lutei contra, me fiz de rebelde, sim e com causa, claro! Não foi para chamar atenção de ninguém, até porque a própria situação já é bastante pretenciosa e chama atenção. Mas, cansa... Cansa tentar fazer tudo certo e não dar certo, entendeu? Cansa ver que seu coração é bom, mas não bate na frequência certa, que você não enche a cara por aí e seu fígado não está bom, essas coisas... Não quero listar, mas essas coisas cansam...
Esse é mais um de um textos que poucas pessoas irão compreender. Eu tenho sede de vida, sempre tive, e cada vez eu tenho mais. Poxa, é injusto eu não poder realizar tudo. Não é certo eu querer conquistar o mundo, nem que seja apenas o meu mundo, e ficar estacionada. Cadê o direito de decisão? Gente, não era para eu ter livre arbítrio?
Minha médica disse que esperava de qualquer paciente isso, menos de mim. Menos daquela menina que vive sorrindo e sempre com um incentivo para todos que lutam contra esta doença. Mal ela entende que por muitas vezes, esse sorriso é só uma forma de desespero por não saber o que fazer.
Eu sei que ninguém jamais entenderia eu desistir de tudo. Por mais que parecesse covardia, infantilidade, ou coloque o nome que preferir. Até porque eu tenho amigos maravilhosos e uma família que não sei descrever de tão magnífica, mas tem uma coisa que me prende a essa decisão, e eu jamais conseguiria explicar para vocês.
Uma das coisas mais bestas e sensatas que eu fiz até hoje, contrariando toda a razão e emoção – quem diria as duas estavam juntas neste momento – eu aceitei fazer pulsoterapia novamente, mas estou contrariada e com aquele sentimento de impotência! Enfim...
Hoje eu fiz a primeira dose, estou enjoada, mas é normal. Não vou tomar aqueles comprimidos todos, não vou ficar dando chute em ponta de faca. E vou esperar até quando isso tudo resolver permanecer. Porque se esta acontecendo isso agora, uma hora vou ter uma explicação.
Sei lá, desculpa se eu fiz você ler até agora uma coisa que no final não disse nada, mas eu precisava colocar para fora toda essa confusão que está meu coração. Ando sentindo falta de muitas coisas... De um amor, por exemplo. Pela primeira vez eu assumo publicamente que eu quero alguém para mim, novamente! Que meu coração está pronto e minha vida com o espaço livre... Mas, vem o lúpus e acaba com toda minha alegria! Fica difícil... Pode ser carência, dá e passa... Se não for... Bom se não for, a gente pede uma música e curte a nossa imaginação.
Quero tudo e nada. Tô confusa, baby, e não é pouco! 

21 de março de 2013

A vida e suas questões


É que eu sempre fui boa em dar conselhos e ouvir as pessoas... Sempre fui a primeira que se prontificava a dar uma volta, um telefonema, sei lá, coisas desse tipo... Algo que pudesse ajudar de coração as pessoas – sempre fui bom em analisar casos e acasos, mas quando o problema é comigo, fico perdida, totalmente sem saber que rumo tomar!
Hoje um filme bateu em minha cabeça, voltei há uns anos e percebi que cada vez eu fico é mais sensível e covarde. Não consigo enxergar a menina que luta por aquilo que quer ou aquela guerreira que todos fazem questão de dizer que eu sou... Hoje eu vi o quão somos frágeis perante a vida, e o quanto eu consigo ser sensível a tudo.
Dizem que o destino prega peças e nos fortalece, hoje eu não consigo entender qual a peça que ele quis pregar, e até mesmo eu não consigo compreender qual a intenção de tudo isso. Há quase 3 anos eu estive frente a morte e pude perceber que estamos aqui de passagem, e jurei a mim mesma aproveitaria cada minuto de minha vida depois que passasse por aquilo.
E do nada vi que não aproveitei tudo... Agora estou com a saúde fragilizada novamente e milhares de dúvidas em minha mente! Sabe qual a pior piada de nossa vida? Quando recebemos a notícia que temos uma doença que pode te matar de diversas formas... Que ela é uma fera que vive dentro do seu corpo e a qualquer momento pode te devorar... Essa é a pior piada que qualquer ouvido pode ouvir...
Não fiz tudo o que eu deveria ter feito, não cumpri com o prometido e não aproveitei cada segundo que estava disponível... Algumas vezes eu quis fugir ao invés de enfrentar a vida, quis também dormir ao invés de ir naquela festa, enfim... Não disse todos os “eu te amo” que deveria ter dito e nem fiz todas aquelas viagens que planejei... Não deu tempo! Como diz a música – “devia ter amado mais...”. Perdi de ver mais vezes o sol nascendo e cometer aquelas loucuras que sempre quis. Não fiz tudo, foi pouco tempo que me deram... Não deu tempo!
E agora preciso de uma decisão tão importante... Se não deu tempo antes, agora preciso pagar um preço para voltar de onde eu parei. Sinceramente estou cansada, é estranho você ler um livro que não gostou novamente ou assistir um filme chato que você sabe o final... É a mesma coisa... O caminho que estou para percorrer conheço bem – a questão é se eu quero ou não voltar onde eu parei. 

18 de março de 2013

Oi 23! =)


Sempre que chega perto do meu aniversário eu fico pensativa... Fico analisando se eu consegui realizar meus objetivos - como sempre me desejam, ou se eu realizei algum sonho... Fico analisando se eu consegui ser feliz de verdade, se superei medos, se ousei mais, se me permitir mais... Faço uma análise geral da minha vida atual!
É estranho, não sei explicar porque sempre fico meio quieta perto do dia 18 de março, deve ser porque em todos os que passam eu me sinto mais madura, e de repente eu me vejo querendo voltar aos 16 anos, onde a responsabilidade era menor... Bem menor!
Onde, talvez, os sonhos eram mais altos, os medos menores... Talvez nesta época o olhos brilhassem mais, ou não! Sei lá! São tantas coisas que fico pensando, que me dá um medo danado de crescer!
Não percebi, mas uma hora eu me vi no espelho e já era uma mulher e com todas as responsabilidades que vêm juntas... Não pedi para crescer e muito menos para ser gente grande e séria! Eu gostava mesmo era de ser criança, de brincar descalço e fazer birra para tomar banho... Ter aquelas coragens que hoje em dia vimos que eram tão simples, mas que parecia que estava vencendo todas minhas barreiras!
A vida nem sempre foi tão gentil comigo, algumas vezes ela quis brincar de força. Não sei se nascemos com nossa história escrita, ou se realmente precisamos escrever cada página em um dia... Teve épocas em que eu acreditava que a caneta estava falhando, que não tinha mais tinta e que ali acabava a história, de forma inacabada.
E é estranho parar e analisar eu mesma, com todas minhas qualidades e defeitos visíveis. Com os meus medos e as coragens surpreendentes. É estranho se ver em fotos antigas e imaginar que nunca pensaria que passaria por tantas coisas, e que mais – enfrentarias de maneira vitoriosa.
Esse texto é um dois sem lógica que eu já escrevi, porém que me faz todo o sentido neste momento! É uma sensação estranha de se ver assim... De diversas maneiras que eu já fui capaz de ser, sem ao menos perder minha essência!
O que tenho que dizer hoje, é que eu cada dia parece que as coisas mudam para melhor... Sinto uma falta danada de quando eu era bebê e só sabia dormir e chorar... Quando eu era criança e só tinha responsabilidade de fazer tarefa da escola ou me arrumar para ir treinar. Saudades da adolescência que eu só precisava me preocupar se minha música favorita estava no CD do meu diskman, se meu uniforma estava limpo e se tinha prova no outro dia... Saudades de quando eu percebi que virei adulta, que precisava verificar se meu despertador estava ativado, se meu material estava pronto e se meu celular tinha alguma chamada especial. Saudades daqueles 18 e começo dos 20. Saudades até mesmo de quando o destino resolveu brincar de vida comigo, que a única preocupação era em sobreviver.
Hoje me olho no espelho e vejo uma mulher que busca sempre o melhor, em tudo! Que quer saber o que vai ser daqui a 5 anos, mas que também não tem pressa alguma de viver o hoje. Vejo a mulher que aprendeu que planos são bons, mas não podemos ficar presos neles, temos que algumas vezes mudar o foco, porque só assim vamos atingir uma meta. Consigo enxergar uma pessoa que mesmo com suas fragilidades quer tudo o que um dia foi lhe prometido, amor, paz, saúde, prosperidade, e todos aqueles blá blá blá que desejam pra gente ser feliz.
Hoje eu consigo ver que em cada uma dessas Aryana, existe uma força, e talvez essa força interna que me dá ânimo de continuar quando eu penso que o que a linha chegou ao fim.
Hoje consigo ter noção que se aparências mudam (ainda bem) e o que está dentro permanece!
E que venha meus 23 aninhos, porque quando vier os 32 vou sentir uma saudade danada dele, que eu sei! Parabéns pra mim!  

19 de fevereiro de 2013

Tantos sentimentos...


É que bate um medo, sabe? Eu sei que faz muito tempo que não venho por aqui expressar o que está se passando dentro do meu coração, mas é que ás vezes não conseguimos expressar o que nem nós entendemos...
Ano passado foi bom, aliás, foi muito bom! Aconteceram tantas coisas, desde a entrega do meu canudo até a decisão de arriscar com uma empresa.  Gente, eu cresci, e de repente eu me deparei com uma saudade de ser criança e não precisar se preocupar com coisas de adulto... Como dizem: joelho ralado dói menos que coração partido...
Arrisquei tanto no ano passado... Tantas coisas que se foram por medo e outras consegui enfrentar e ter orgulho de mim mesma.
Hoje estou aqui pensando - ano novo e novos planos em mente, mas até que parte conseguimos mandar no nosso destino? E quando ele decide se virar de pernas para o ar e ainda fazendo cambalhota?
É complicado... A gente sempre acha que está a frente de nossas decisões até que de repente se pega imóvel, incapaz e de mãos atadas para tomar qualquer passo à frente.
Em maio de 2010 quando o médico disse que eu ficaria em torno de 20 dias no hospital eu me revoltei, e acabei ficando mais de 45 dias. Agora em fevereiro de 2013 a cena se repete... Eu internei e o médico disse 10 dias no mínimo.
Tem noção de como isso soou em meus ouvidos? Imagina como eu me senti a coisa mais sensível desse mundo? E em seguida ele dispara: você só sai daqui operada.
Pronto! O filme começou a passar em minha mente novamente... E o destino mais uma vez quis brincar com meu psicológico e eu parei exatamente no mesmo quarto da primeira vez... O cheiro era familiar, o lugar eu conhecia bem, mas deu uma sensação que por mais que eu escrevesse mil palavras não seriam suficientes para expressar o que eu senti...
Mais uma vez resolvi enfrentar, cada agulhada que eu recebia parecia que o filme estava se repetindo, mas não podia... Eu tinha escolhido outra vida e outros planos faziam parte dela, até mesmo outras pessoas.
A única pessoa que sempre aguentou tudo e todos a qualquer momento mais uma vez estava ao meu lado, ela é minha joia mais preciosa... Minha mãe, e foi ela que eu deixei depois de 5 dias internada sozinha naquele quarto... Foi quando me levaram para o centro cirúrgico!
Lágrimas escorreram pelos seus olhos e o técnico de enfermagem disse: calma, daqui a pouco eu trago ela de voltar.
Um filme representaria bem o momento, sabe quando o paciente anda pelo corredor do hospital de maca e só faz o barulho das rodinhas?  Vai passando pelas placas e um sentimento inexplicável atingia meu peito.
Chegou a hora – meus braços ficaram na famosa pose de cruz, com equipamentos em meu peito e amarraram minhas pernas, como se fosse possível eu fugir.
Acordei com a certeza que eu consegui passar por mais essa etapa dolorosa de minha vida.  Com uma dúvida, até quando esses acordos mal acabados entre o meu destino e eu, vão continuar interrompendo meus planos?
Em agosto de 2010 eu entrei para o mesmo centro cirúrgico e retirei o útero, agora em fevereiro de 2013 eu retirei a vesícula. E aí que fica uma insegurança, eu não deixo o lúpus tomar conta de mim e muito menos de meus pensamentos, mas sabe aquele medinho? Aquele receio que ainda pode não ter acabado... E me vem uma revolta, uma revolta sem fim.
Agora estou deitada há menos de uma semana da cirurgia, eu sinto dores, mas, sei que elas vão passar... Pelo menos isso eu tenho certeza! No mais, eu não me arrisco a falar, eu só consigo pensar que definitivamente precisamos viver o hoje, porque até o mais tarde se torna incerto.

Bem-vindo 2013! =) 

28 de setembro de 2012

É que... Sei lá!


Ontem eu me deparei com uma cena um tanto quanto confusa... Estava me arrumando para ir comer em um lugar qualquer da cidade, quando minha tia entrou no local onde eu estava e  disse que meu tio estava internado novamente...
Passaram-se uns minutos que minha ficha foi cair e eu ter noção do quão grave era aquela informação. Busquei minha mãe e junto com essa minha tia, que mais parece minha avó, fomos ao hospital...
Quando eu estava subindo a rampa para chegar até a recepção do CTI, sim, ele esta lá porque o quadro inspira cuidados. Eu escutei uma menina dizendo ao telefone: meu pai está com embolia pulmonar e o médico disse que isso é gravíssimo.
Me deu milhões de tipos de sensações aquela história! Não sei se era pela menina que tentar se manter forte diante do fato, se era porque eu sabia o que era a doença e tinha noção o quanto era grave ou se era porque eu queria falar para ela que não se pode desistir quando existe fé.
Passaram-se uns minutos, sua mãe chegou desesperada e sentou em uma cadeira perto de mim. Ela chorava demais, e dizia que seu marido havia tido uma piora repentina e que o quadro havia piorado.
Sei lá... As sensações voltavam... Era horrível ver uma mulher chorando daquela forma sem ao menos poder fazer nada. Fiquei observando. Em seguida sua filha foi para a visita e voltou abalada também. Na minha frente havia uma família em desespero por acreditar que um deles iria partir em breve.
Foi estranho, mas eu precisei me juntar e eles e dizer que algumas vezes a razão ultrapassa a emoção. Que nem tudo o que dizem os livros pode ser verdade, e mais, nem sempre quando acreditamos que é o fim, realmente ele chegou.
O termo “embolia pulmonar”, em da sensações estranhas. Sempre que ouço alguém falar que fulano ou ciclano  esta no hospital por isso. Sei lá, me vem lembranças não muito boas. Como se aquela dor que eu senti há dois anos fosse muito nítida em minha mente.
Estranho mesmo é as pessoas acreditarem fielmente que acabou, que chegou o fim da linha. Eu nunca acreditei nisso, sempre procurei pensar que era apenas uma curva, um tanto quanto difícil, mas que logo passaria. E assim foi. Por mais que mexa com meu psicológico, eu consigo dizer: eu já tive e estou vida! Por mais que muitas vezes todos pensaram que eu não iria sobreviver. Existem mistérios que somente Deus vai conseguir desvendar!
E meu tio ainda esta lá, eh complicado ver pessoas que você ama sofrendo! Por isso sou egoísta, prefiro sempre eu estar do outro lado, porque assim eu durmo e não vejo nada. 

27 de agosto de 2012

Não tem jeito...


E aí que eu vejo que abandonei o filho... Mas, por uma boa causa, se isso for possível! Sei lá... Tem coisas que sempre vão continuar como eram, outras mudam, e algumas vezes mudam para o inesperado!
Queria entender como eu consigo ser tão confusa com tudo o que eu sinto, mas não dá! Os meus sentimentos jamais conseguirão ser explicados... Uma hora eu amo com tanta intensidade e odeio minutos depois!
Sou inconstante mesmo, e eu acho que isso que me define bem! Eu mudei... Não apenas fisicamente, porque largar mão daqueles cachos do aplique, mas por dentro... Eu ando tão madura que me da medo, um medo de crescer realmente, de enfrentar as coisas...
Hoje eu respondi a pergunta da minha tia: “tia, tenho 22 anos”. Nossa! Nunca dizer minha idade foi tão avassalador dentro do meu cérebro.
Eu cresci!
Estou trabalhando, vivendo coisas novas e mais, me permitindo mais! É estranho porque do nada tudo parece confuso... Ai de repente eu preciso parar e pensar o que vale ou não a pena, e sigo! Aliás, não sou obrigada a ficar parada no tempo... =)
Enquanto isso, essa confusão dentro do meu coração eu deixo... É melhor ele bagunçado, combina mais comigo, não gosto de nada muito arrumadinho, coisas muitos certinhas não fazem meu tipo! Uma hora ele consegue se entender com o cérebro, ou não! E quem sabe eu descubro esse medo com misto de querer! Sei lá... Não da para entender certas coisas que acontecem em nossa vida, e o que nos resta é viver! =)

1 de julho de 2012

Tchau junho, oi julho! :P


E junho acabou e com ele tantas coisas... Quando o poeta disse era preciso encerrar ciclos para dar espaço ao coração e a vida para começar outros não imaginava que seria assim. Parece que quanto mais o tempo passa, mais consigo compreender o porque existem coisas que acontecem com intensidade e se vão rápido, o porque pessoas entram em nossas vidas e o melhor, ou pior, porque algumas precisam se despedir.
Não quero mais ficar procurando as respostas... Quando comecei a viver e me amar mais, parece que as coisas começaram a fluir... Junho me fez pensar isso, aliás, junho foi o mês até agora que eu mais refleti sobre tudo. É preciso pesar, é necessário verificar o que realmente nos faz feliz ou não, eu estou descobrindo...Posso dizer que foi confuso no começo. Eu quis voltar, quis fazer coisas que não podiam, correr para onde não deveria, pular nos braços de quem a razão não permitia, dizer coisas que não eram permitidas... E quer saber? Algumas delas eu fiz, porque eu aprendi que não se deve passar vontade... Porém, precisa aguentar as consequências, e de algumas eu não gostei nem um pouco, e foi aí que eu precisei encerrar ciclos mais uma vez.
E passou... E com junho eu deixei algumas coisas, não é teoria, ou algo parecido... Mas, é que toda noite antes de dormir eu peço a Deus para me mostrar o melhor caminho, e quando eu estou perdida ele me guia para um onde encontro tantas surpresas...Quer saber? Eu gostei de junho, eu amadureci e no momento em que encerrei algumas fases, logo comecei outros, e isso me fez incrivelmente bem.
Estou feliz, e eu posso dizer que por mais que a confusão sempre esteja presente em meus pensamentos afetivos, agora eu estou bem. As coisas estão fluindo, estou fazendo o que eu gosto em relação a minha profissão, estou arriscando também, mas quem disse que seria fácil e sem obstáculos? Ninguém!
Então eu continuo na luta, o junho se foi e com ele eu deixo as coisas ruins, as boas que me aconteceram eu quero que se completem e que se realizem em julho! Afinal, se eles possuem o nome tão em comum, porque não compartilhar os fatos? =)
Vem julho esta na hora de mostrar o porquê quando se muda uma letra, é capaz de mudar uma história! E eu aprendi que “primeiro a chuva, depois o arco-íris. Acostume-se, a ordem é essa...”, e quem sou eu para ir contra a natureza?!
Bem vindo julho!!!  =D

31 de maio de 2012

Oi Junho, seu lindo! =)

Não gosto do mês de maio... Por mais que nele pessoas importantes fazem aniversário e se comemora o dia das mães, que acredito que seja uma data muito importante no calendário. Mas, não gosto e é minha opinião, simples...
Sempre aconteceram coisas ruins... E quando ele se vai, parece se vão junto grandes pesos e medos, pode até parecer coisa da minha cabeça e essa neura insiste em me acompanhar nos últimos anos, mas prefiro acreditar que agora aquelas coisas boas prometidas irão acontecer!
Minha vida tá boa, obrigada! Por muito tempo eu quis mais do que eu pude ter, e de repente você percebe querer demais acaba atrapalhando, e tropeçando as coisas que estão acontecendo, e o melhor é parar e curtir o momento, por mais que ás vezes ele não seja um dos melhores. Fo isso que eu fiz, deixei de me preocupar e comecei a viver.
Eu falo que o mês de maio é ruim, e foi. Ok, aconteceram coisas boas... Mas, também coisas pelas quais eu queria esquecer, coisas que eu não queria que tivessem feito parte de minha história e estão lá registradas... E agora é correr atrás do prejuízo!
Junho, por favor, traga todos os sorrisos, alegrias, conquistas, beijos, abraços, momentos, realizações, tudo de melhor que me foi roubado em maio... Vem com esse gosto de quadrinha, e com essa estampa xadrez de cores vivas, vem com magia da dança, com o encanto das datas e, me traga tudo tudo tudo e mais um pouco de tudo que eu tenho direito para ser feliz!
Seja bem vindo Junho, você não sabe o quanto eu esperei por você!!! =) 

6 de maio de 2012

6 de maio...


Talvez um dia eu ainda abra os olhos e esta data não signifique nada para mim, assim como outras que já foram importantes e hoje eu vivo tranquilas... Mas, ainda não! Ainda hoje eu sinto aquele aperto, igualzinho daquele dia, a mesma sensação, e o mesmo medo e por isso não quero fazer a unha, pegar carona com ninguém, fazer nenhum curso de inglês, entrar em nenhuma sala de aula, usar aquela hastag que traz confiança, enfim...

Não quero que nada daquilo se repita, porque foi naquele dia que minha história mudou, que o destino junto com a vida pegou muita coisa de mim... Sei que me trouxeram diversas outras “em troca”, mas sei também que tempo, a gente nunca recupera! Se por acaso hoje eu vivo a vida como se não tivesse mais o dia de amanhã, é porque há dois anos  me roubaram sonhos, não sei exatamente quem os roubou, mas se foram... E quando se mexem com nossos sonhos, nossa realidade fica desfalcada, porque são neles que encontramos nossos equilíbrios!

Hoje eu tenho a agradecer, se no passado ficou perdido no tempo coisas pelas quais nunca pude recuperar... No lugar delas eu ganhei outras pelas quais jamais iria conseguir adquirir, nunca teria se quer a noção de como seria, teria e chegaria aonde cheguei... E mais, hoje se me ver quieta só estarei pensando, nada demais... E se caso me ver sorrindo, como sempre, apenas estou comemorando a vida!!! =) 

4 de abril de 2012

Eeeee abril...

E a vida segue e isso me faz pensar em tantas coisas... Hoje eu parei e analisei alguns fatores de minha existência! Alguns me agradam, outros quero e preciso mudar urgentemente. Eu sempre quis muito, tudo e mais, e de repente me vejo feliz com tão pouco, estranho não?

A vida é intensa, insana e inesperada. Por isso quero cada vez mais exigir dela o melhor, se ela já me decretou tanto, porque eu não posso fazer o mesmo dela? Chega uma hora que não se quer mais testes, e sim resultados.

Eu quero tudo o que eu almejei e estou lutando para isso, nessa luta ando aprendendo tantas coisas, mais tantas coisas que eu acreditava que já sabia... Mas, essa surpresa que causa, magia, não? Ahhh como eu queria, quero e quis, e não importa a ordem, se no final de tudo o que eu preciso não posso ter? Só creio que isso seja injusto demais, porque todos merecem ser feliz.

No meu caminho também aprendi que amor não se implora... Não se pode exigir! Aliás, aprendi com a vida que nada pode ser exigido, precisa vim do coração, de dentro, do íntimo... Aí sim será verdade, doce e saudável... Porque dizem que o importante é que seja... Eu discordo, acredito que além de ser, precisa ser completo e bem feito, caso contrário, quem é que se contenta com pouco muito tempo...? E a frase que consigo encaixar perfeitamente nessa situação é: eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento! Sem mais!

E quando se descobre que tem horas que é melhor ter pouco do que nada, a mente fica confusa, os pensamentos não processam e a vida do avesso. E não há uns boatos que ás vezes o avesso é o seu lado certo? Vamos lá então... Dessa vida nada se leva mesmo, nenhum dor física e nem emocional, então não tô a fim de ficar guardando as coisas, quero viver e se isso implica em me arriscar! Tô pronta!!!

Oi abril, e como diz o saudoso Caio: traga-me todos os sorrisos que março me roubou... Porque se o mês começa com muitas mentiras em seu primeiro dia, que o resto traga somente verdades. :)

28 de março de 2012

2.2 :)

E a vida insiste em fazer aquelas surpresas, não? Tantas coisas acontecendo que eu chego a me perder... Não sei exatamente assimilar umas, e outras acontecem de forma tão natural que chega a dar medo! Mas, estou aqui, não tenho mais medo, isso virou algo que eu tirei da minha vida!

Quero viver, é diferente! Com todas as oposições, contradições e liberdade possível, não quero ficar só no mínimo, eu quero o melhor do máximo também! Estou assim... Tudo o que a vida pode me odefecer eu aceito, de coração aberto. Afinal, só desta forma que iremos conseguir a tal almejada felicidade... E se arriscar é para os fortes que acreditam em um futuro melhor, e que deixa o passado como lembrança.

Não que eu seja iludida, mas sou sim sonhadora. Sonho com coisas impossíveis mesmo, me pego imaginando cenas e com isso consigo me manter com essa essência, que se caso nada dê certo, ao menos eu tentei, me entreguei sem limitações.

Quero viver. E viver bem, de forma livre e sensata! Cansei de aceitar algumas coisas, e decidi outras. Quero tudo, tudo pra agora. Eu e essa minha mania de querer as coisas pra ontem. Mas, quando se trata de ser feliz, não tem tempo, e sim determinação.

Eu posso olhar pra traz e ver que eu fiz muitas coisas impulsionadas na vida, mas foram elas que me deram suporte para aguentar certos golpes. E quer saber? Os meus 22 anos chegaram com tudo o que eu poderia querer. Quero agora um coração livre, sem expectativas, porque elas machucam e quando percebemos que algumas coisas só acorrem em nossa mente, dói. E machuca tanto, mas eu tenho esperança e isso ninguém me tira, nem as lágrimas que tem horas que vem involuntariamente...

No final eu consigo perceber que o melhor é ser assim, completa, intensa e inteira. Porque depois ninguém vai reclamar que não conheceu meus lados. Eu me mostro pra quem merece, ou eu acho que mereça. Umas vezes me decepciono, é quando eu percebo que tem horas me entrego demais, mas e aí? Se não fosse assim não seria eu, não existia esse coração brilhante que a luz consegue ser transmitida no meu olhar.

Estou tão poeta, talvez os 2.2 trouxeram um pouco mais de realismo, e com toda a certeza trouxe o amadurecimento, e esse ninguém me tira, me rouba e sim completa. Umas atividades agora fazem parte da minha rotina, virei jornalista, virei adulta, virei mulher e tô aprendendo todos os dias que ser sempre criança e acreditar nas pessoas, por mais dolorido que seja, vale mesmo a pena!!!

Oi 22 anos, seu lindo!!! :DD

1 de março de 2012

Oi março! :)


Sou dessas que esquece tudo que aconteceu de errado pra tentar fazer tudo certo e tentar ser feliz. Talvez, esse texto seja mais um dos meus inúmeros que ninguém irá entender, mas, pra que entender coisas que não são feitas para isso? Algumas são apenas para serem sentidas e nada mais.

Muitas coisas aconteceram e mudaram o roteiro de minha vida. Aliás, não ando traçando roteiros, mas, fugiram do meu controle, e está na hora de voltar para a realidade. A vida não é tão simples como parece, baby!

Tem horas que precisamos assumir que crescemos, que os sentimentos mudaram, que as responsabilidades vieram, e mais, assumir que estamos vivos e sujeitos a correr riscos, porque se não fossem os riscos, a vida não teria graça alguma. Afinal, qual seria a graça de sabermos tudo o que irá acontecer e não ter aquele frio na barriga de medo, de ansiedade e uma vontade de querer... De querer algo, alguém!

As coisas mudam, e por mais que acreditamos que não estamos preparados, possuímos medos, existem mudanças que batem na porta de tal maneira, que é impossível não deixar entrar. Por isso, quando percebemos que crescemos é chegada a hora de estufar o peito, colocar o medo no bolso e enfrentar a vida.

Chegou a hora de viver e arriscar tudo o que podemos. A vida está aí para ser vivida, brincada e aproveitada. Vamos nos permitir, nos permitir sermos felizes, porque depois pode passar e ser tarde demais, e podemos deixar passar aquela oportunidade que tanto esperamos e passou.

Vem gente, vamos nos preparar e executar. Não podemos mais permitir que outras pessoas sejam felizes em nossos lugares! Chegou a hora, o momento é agora e viver é nossa obrigação. E as mudanças? Ahh... Essas estão fazendo parte e quer saber? Eu tô adorando poder me deparar com cada uma delas e me deliciar com cada novidade.

Oi março, bem-vindo a minha vida, você é o mês mais lindo do ano! O mês de renovação, aquele que eu sei que irá acontecer muitas coisas boas, eu confio em você, e como sempre, sei que não irá me decepcionar! Veeem! Vem com força, alegria, amor e muitas coisas lindas! =)

14 de fevereiro de 2012

#HappyValentinesDay


Ahh o amor! Que palavrinha mais pequena e de intensidade e capacidade tão incrível, não? E tão clichê minha afirmação, mas tão real.

Hoje dia 14 de fevereiro comemora-se o dia internacional do amor, e cá estou falando de um sentimento que não ando tão de bem. Não sei se ele resolveu tirar aquelas férias que tanto desejei, ou se ele simplesmente cansou de tantas reclamações que eu fiz. O que eu sei que ele está em falta.

E sabe o que mais está em falta? Aquele amor verdadeiro, aquilo que faz você sentir os pés fora do chão, aquela falta de ar, aquele frio na barriga, aquele sorriso de canto de boca, aquele olhar longe e aquela incrível sensação de ter alguém que sente exatamente a mesma coisa quando lembra de você, e mais, não pensar que isso seja bobeira, e sim, pensar o quanto é bom ter você por perto. Ahhh... Disso que estou sentindo falta!

Tá sobrando gente carente, e faltando pessoas dispostas a se arriscar e amar de verdade. Não aquele amor de conto de fadas que é tudo bonito que nada destrói. Mas, sim aquele amor que passa por dificuldades e consegue superar, e se ergue mais forte, mais bonito e mais amor!

Pois é! Na teoria tudo se resume a ousadia e covardia! Na pratica em carência e loucura! No amor nada se resume, porque ele mesmo é o resumo de si, vai entender! O que eu sei é que li a seguinte frase: “repito sempre: sossega, sossega - o amor não é para o teu bico”. Porém, eu digo, é tão bom quando se encontra alguém disposto a estar com você, a lutar por você e querer ficar com você! Então, sossega! O amor sempre irá vir e desacelerar todos!

Feliz dia internacional do amor, para aqueles que amam, que não amam, que um dia amaram e que um dia irão amar! =) Porque triste mesmo é sofrer sozinho, do que sofrer por alguém!!!

#HappyValentinesDay